Moradores de Itaquá são contra o fechamento da UPA do Caiuby

Após prefeitura admitir possibilidade, Gazeta Regional colheu a opinião da população. Fotos: Bruno Arib

 

Por Lailson Nascimento

 

A população de Itaquaquecetuba dá mostras de que não irá aceitar o fechamento da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Caiuby. Desde a semana passada, o assunto é tema de discussão na cidade. A gestão de Mamoru Nakashima (PSDB) alega falta de dinheiro para custear a unidade de urgência e emergência que atende, em média, mil pessoas por dia.
O microempresário Carlos Cardoso, 56, organizou um abaixo-assinado contra a proposta de fechamento. “Já colhemos mil assinaturas [até dia 27 de março]. Trabalho ao lado da UPA há dois anos e sei o quanto esse serviço é importante para as pessoas. Não dá para acreditar que a prefeitura quer fechar um serviço que funciona.”

A estudante Jaqueline Cardoso, 31, lembra que a população votou em Mamoru pela esperança de melhorias na saúde. “Somos privilegiados por ter uma UPA na cidade. Como um prefeito que é médico considera a possibilidade de fechar um serviço tão importante como esse? Falta de dinheiro não é justificativa plausível, pois saúde sempre será prioridade.”
O aposentado José Pedro, 76, concorda que o problema tem cunho político. “A culpa é de quem votou no Mamoru, que quer fechar a única coisa que ainda funciona na cidade. Ele já tinha ficado quatro anos sem fazer nada, não faria agora.”
Já a autônoma Raimunda Sueli Santos Araújo, 59, tem críticas quanto à UPA, mas não é favorável ao fechamento. “Pelo menos em casos de urgência e ãemergência eles atendem bem. Problemas com relação aos medicamentos podem ser corrigidos”, apontou.

 

PREFEITURA – O prefeito justificou que divulgar a “possibilidade de fechamento” é uma maneira de sensibilizar o Estado. “Não adianta manter uma estrutura meia boca. Ou funciona bem, ou se trabalha de uma outra maneira. O Estado tem condições de nos ajudar, afinal, fez isso com Mogi [verba de custeio para o hospital municipal de Mogi das Cruzes]”.
O tucano também pediu paciência à população. O tucano também pediu paciência à população. “Estamos aplicando 33% do orçamento em saúde, quando o correto seria aplicar 15%. O custo mensal é de R$ 1,5 milhão, e não temos ajuda. O único repasse é de R$ 175 mil da União. As dificuldades não são por incompetência, mas por queda na arrecadação. Estamos trabalhando com a que a prefeitura tem neste momento.”

Gazeta Regional

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