MP de Mogi recebe denúncia de secretários “fichas sujas”

Denúncia visa a evitar que pessoas que respondam a processos na Justiça assumam cargos na próxima gestão. Foto: Divulgação

 

O Ministério Público (MP) de Mogi das Cruzes recebeu denúncia sobre secretários municipais e outros cargos comissionados da Prefeitura que respondem a ações de improbidade administrativa. O objetivo é que os promotores evitem que pessoas que respondam a processos na Justiça assumam cargos na próxima gestão. A denúncia foi feita pelo jornalista Mario Berti Filho, responsável por denunciar ao MP irregularidades como a utilização de placas pretas por parte dos veículos oficiais da Câmara, além da ação que proibiu assessores e vereadores de dirigirem carros do Legislativo.

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Mario Berti é autor da denúncia

De acordo com a denúncia apresentada na sexta-feira (14)Berti diz que, “hoje, são mantidos na atual gestão ao menos 13 funcionários em importantes funções em cargos comissionados que respondem na Justiça por ato de improbidade administrativa, ou seja, atos que infringem a moralidade pública, afrontando a honestidade, boa-fé, entre outras definições”. “Esses funcionários comissionados são nomeados pelo prefeito e são pessoas de sua confiança, mas como confiar em alguém que responde por suspeita de infringir as normas prejudicando a administração pública com atos que vão do enriquecimento ilícito, os que causam lesão ao erário e, por fim, os que atentam contra os princípios da administração pública”, destaca o denunciante.

“Suponhamos que o chefe do executivo local fosse presidente de uma grande empresa, será que manteria funcionários suspeitos de lesar a empresa em importantes cargos?”, questiona Berti.

 

Conduta

“Mesmo que essas pessoas ainda não foram julgadas”, ressalta Berti, “mas, para haver a ação que foi proposta por este órgão fiscal da lei, certamente existem indícios da conduta inadequada e prejudicial à administração, por parte destas”.

Por fim, o denunciante requer que o Ministério Público recomende à “municipalidade que não mais sejam mantidos e contratados em cargos de livre nomeação pessoas que são réus na Justiça em ações de improbidade administrativa”.

Gazeta Regional

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