Na Câmara de Mogi, diretor geral do Semae fala sobre o reajuste das tarifas de água e esgoto

A reunião foi solicitada pelo vereador Iduigues e comandada pelo presidente da Comissão Permanente de Obras, Carlos Lucarefski

Da Redação / Foto: CMMC

Na manhã desta segunda-feira (19), a Câmara Municipal de Mogi das Cruzes recebeu o diretor geral do Semae, João Jorge da Costa, para esclarecimentos sobre o aumento de 9,32% nas tarifas de água e esgoto, anunciado pelo órgão. A reunião, solicitada pelo vereador Iduigues Martins (PT), foi comandada pelo presidente da Comissão Permanente de Obras, Carlos Lucarefski (PV).

“É sempre um fator de preocupação quando o Semae anuncia algum aumento no valor da conta de água e esgoto e também porque surgem muitas dúvidas na sociedade sobre quais as perspectivas futuras para a autarquia”, pontuou Iduigues.

De acordo com o Semae, as tarifas serão reajustadas na seguinte ordem: para consumo de até 10 m³, a proposta de reajuste é de R$ 3,51; para consumo de 15 m³ a proposta de reajuste é de R$ 7,14; para consumo de 20 m³ a proposta de reajuste é de R$ 10,77; para consumo de 25 m³ a proposta de reajuste é de R$ 19,83; para consumo acima de 30 m³ a proposta de reajuste é de R$ 28,89. Os ajustes serão aplicados a partir do mês de setembro.

No início de sua explanação, o diretor geral do Semae classificou o reajuste de tarifas como imprescindível para a manutenção do Semae e falou sobre o trabalho de readequação de contratos do órgão, que tem objetivo de aumentar a eficiência e gerar economia. “Na realidade, a questão da tarifa é importante. O próprio Marco Legal de saneamento diz que os serviços de saneamento devem se sustentar prioritariamente através de recursos tarifários e para isso nós temos todo um plano de modernização do Semae”, explicou João Jorge da Costa.

O diretor do Semae argumentou que, além de fundamental, a reestruturação tarifária vai ser branda para pessoas mais simples e elevar o valor para quem tem mais condições econômicas.  Outro argumento utilizado para reajustar as tarifas foi a redução do consumo nos últimos anos e o crescimento da inadimplência. Além disso, João Jorge ainda explicou que o Semae deixou de corrigir as tarifas por dois anos, mas houve reajuste na energia elétrica, materiais químicos, prestações de serviços, entre outros.

O diretor falou também sobre o esforço para reduzir as perdas comerciais. Para isso, a autarquia buscará a revisão e atualização do cadastro comercial, combater as fraudes, a redução da dívida ativa e melhorar a relação com grandes consumidores. Para as perdas físicas de água, a ideia é, entre outras ações, a identificação dos setores críticos, o controle de vazão e pressão e a instalação de macromedidores.

João falou ainda sobre a modernização dos processos administrativos da autarquia. “Nós vamos, em um curto prazo, contratar alguma entidade especializada em administração que virá e fará um grande estudo para readequar o Semae para as necessidades de hoje. Rever estrutura, plano de cargos e salários”, afirmou.

“É doloroso (o reajuste), mas a gente vê aqui que pela situação do Semae é mais do que necessário também esse corte de despesas e economias feitas pela entidade”, afirmou o vereador Marcos Furlan (DEM).

Participaram da reunião os vereadores Pedro Komura (PSDB), Inês Paz (PSOL), Bi Gêmeos (PSD), Osvaldo Silva (Rep), Mauro do Salão (PL), Zé Luiz (PSDB) e Juliano Botelho (PSB).

Gazeta Regional

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