Não seja um explorador da desgraça alheia

Da Redação / Foto: Divulgação

Aviso aos navegantes: explorar a desgraça alheia pode levar à prisão. O recado é do Ministério Público, que publicou, nesta semana, as medidas que devem ser adotadas contra quem comete aumento abusivo de preços em situação de calamidade.

Não é surpresa para ninguém que o país vai atravessar longos meses de dificuldades por conta do surto de coronavírus espalhado em todo o planeta. O problema é que, quando a dificuldade chega, sempre há aqueles ‘sabidões’ que querem levar vantagem em tudo.

O Ministério Público ressalta que vem recebendo inúmeras notícias informando que comerciantes estão aproveitando o momento trágico e da escassez de bens para elevar, arbitrariamente, o preço dos produtos comercializados.

Dentre as medidas previstas em lei, a polícia deverá atuar e prender em flagrante delito os comerciantes que elevarem os preços de forma abusiva, diligenciando no sentido de fotografar os preços no estabelecimento comercial e registrar, sempre que possível, o valor do preço abusivo e o valor do preço antes do aumento arbitrário.

Mas isso não vale apenas para os comerciantes, sendo importante acrescentar que os maldosos são exceção. No Alto Tietê, pelo menos, é sabido que os empreendedores estão solidários à situação, evitando ao máximo a prática de aumentos abusivos.

Em realidade, espera-se, também, que a classe política – principalmente a que está no exercício do mandato -, tenha a decência de não aproveitar o momento para aumentar a doença que mantém os cofres públicos em estágio final e de permanente agonia.

Gazeta Regional

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