Nascido na década de 1950, o distrito de Brás Cubas ‘sonhou’ em se tornar independente de Mogi das Cruzes

Apesar de não ter sido emancipado, Brás Cubas apresenta todo o potencial de uma cidade

Por Aristides Barros / Foto: Bruno Arib

O distrito foi criado na década de 1950, quando contava com um importante polo fabril, onde eram produzidos pianos, tecidos, tubos de pasta e outros produtos. As indústrias deram lugar a microempresas e comércios. Mas, atualmente, uma das mais importantes empresas é a Valtra, que produz tratores.

A movimentação de carros e pedestres é intensa, todos andam de um lado para outro aparentando muita pressa para chegar a algum lugar e, assim, rostos “a pé e motorizados” se perdem em ruas e esquinas mostrando que a vida não para e o tempo corre com ela.

O comércio diversificado é representado por lojas de diversos produtos, de calçados a informática, supermercados, restaurantes, farmácias, cafeterias, perfumarias, agências bancárias, entre outros, e toda a sorte de coisas que dão a certeza de que as pessoas não precisam se deslocar para fora do distrito para ter aquilo que precisam.

A comunidade estudantil está distribuída em escolas municipais e creches subvencionadas. Destaca-se nessa área a poderosa instituição do Sesi, que agiganta o setor educacional e esportivo do distrito mais efervescente de Mogi das Cruzes.

A evolução gradual passou a ser mais acentuada com a pavimentação do sistema viário, o progresso não parou mais de correr por Brás Cubas e os seus moradores querem muito mais.

O sonho de emancipação surgido na década de 1960 parece, novamente, ter tomado conta da cabeça dos “brascubenses”, não pela necessidade do status, mas porque acreditam que a força do local ainda está contida e precisa ser liberada.

Atualmente, Brás Cubas é o distrito mais populoso de Mogi, e atrás da região central, é o terceiro distrito mais rico, ficando atrás apenas da sede (central) e do Taboão (polo industrial).

Brás Cubas ainda conta com uma administração regional que fica ao lado da delegacia. Para facilitar a manutenção dos distritos, cada um deles têm uma administração regional, que funciona como um braço da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos.

De acordo com a prefeitura, esses centros, por estarem mais próximos às realidades de cada distrito e mais perto da população, conseguem fazer os reparos necessários nas regiões.

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