Ninguém anda de ônibus em Ilhabela?

Da Redação / Arte: André Jesus

É o que parece estar acontecendo. Afinal, com a iminência de uma greve entre os motoristas da única empresa de transporte público da cidade, a prefeita Maria das Graças Ferreira foge da sua atribuição como governante, que é não deixar faltar um serviço essencial como o transporte (assim como é a coleta de lixo…), e joga a responsabilidade para a Expresso Fênix e para o sindicato que representa os motoristas.

Fazer a paralisação é um direito que eles têm, o que não pode acontecer é a prefeitura virar as costas para o problema. E foi isso que Gracinha fez quando, após uma reunião entre as três partes envolvidas – sindicato, Fênix e prefeitura –, se esperava dela, como poder máximo da cidade, a resolução do caso, sem que chegasse ao ponto que chegou.

No fim de 2019, ela resolveu um problema quando a Peralta, empresa que recolhia o lixo em Ilhabela, estava caindo fora. O caso, agora, é diferente, mas, usando o bom senso, por que não agir diante da iminente situação de greve e, por consequência, falta de ônibus (como se já tivesse muitos)?

Aliás, em pleno ano eleitoral! Período em que os políticos fazem exatamente o contrário: resolvem quase todos os problemas que podem lhes tirar votos numa possível tentativa de reeleição. Será que a prefeita não pensa em continuar no cargo, ainda mais ela que pode se eleger, de fato, já que ocupa a posição por ser vice de um prefeito que foi afastado e cassado? Enquanto isso, os ilhabelenses que andem de bicicleta, façam caminhada ou até um cooper pela orla das praias. Para que andar de ônibus?

Gazeta Regional

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