Obra na Avenida Getúlio Vargas, em Calmon Viana, desagrada moradores

Para a população, intervenção não traz benefícios por não resolver problemas de drenagem

Por Will Siqueira / Foto: Bruno Arib

Comerciantes e moradores da Avenida Getúlio Vargas, situada no bairro Calmon Viana, estão revoltados com as obras de revitalização feitas no local a pedido da Prefeitura de Poá – a empresa responsável pelo serviço é a DBW Pavimentação e Construções LTDA. Para a população, é uma revitalização que desde o seu início não trouxe nenhum benefício.

A GAZETA entrevistou Claudio José Machado, que mora e trabalha na avenida desde 1999 e também é o representante da Associação Comercial do Bairro, e ele explica o porquê da insatisfação.

Segundo ele, que possui a cópia do projeto original do que é para ser feito no local, em 2017 o Governo do Estado destinou a Poá uma verba de mais de R$ 1,7 milhão para a construção de uma ciclovia, porém a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, da época, conseguiu, por meio de um abaixo assinado, modificar o projeto original a fim de que fosse implantado um canteiro para ser um “corredor verde”.

“Mas, desde o início, a gente, num grupo de moradores e comerciantes, dizia que o maior problema do bairro é o escoamento de água, a drenagem, aqui é um bairro que sempre sofre alagamento; teve várias reuniões no gabinete, o prefeito sempre nos atendeu, mas não com nossas solicitações. Foram feitas várias tentativas”, relata Machado.

Segundo ele, foi feito e protocolado um abaixo-assinado com mais de 450 assinaturas, pedindo a construção de itens para fazer com que a água das chuvas não alague a avenida, visto que no projeto original das obras não estava previsto “galeria, o aumento de bocas de lobo, lixeiras; o maior prêmio que Calmon Viana poderia receber é o escoamento de água”, enfatiza o representante dos comerciantes, que completa:

“A população precisa dessa parte estrutural, não da parte estética. A parte estética é necessária, mas quando ela caminha junto com a parte da drenagem. O bairro sofre com a falta de drenagem há muitos anos.”

O prazo de conclusão da obra também está em atraso. Ela foi iniciada em outubro de 2018 com o término previsto para julho de 2019. No meio do caminho (sem trocadilho), houve a troca de um engenheiro por outro, o que postergou o prazo de conclusão para agosto de 2020. Machado informa que no dia 12 de março haverá uma audiência pública na Câmara Municipal, às 15h30, onde ele, outros comerciantes do bairro e representantes da prefeitura se reunirão para tentar resolver definitivamente o problema.

Gazeta Regional

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