Óleo avança para Sudeste brasileiro e amedronta banhistas

Petróleo se espalha por águas brasileiras e órgãos ligados ao meio ambiente dizem que culpado é embarcação fantasma

Por Gabriel Dias / Foto: Reprodução

SÃO PAULO – A mancha de petróleo cru encontrada na costa do Nordeste brasileiro nos últimos meses agora se estende para o lado Sudeste do País. Além das praias do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, a mancha de óleo apareceu para os banhistas de duas praias do Espírito Santo.

O poluente foi identificado nestes locais, há 2km da costa brasileira, e atinge corais e viveiros naturais de peixes em recuperação de extinção.

O governo brasileiro afirma que este tipo de óleo não é fabricado no País, e de acordo com análises da Marinha e da Petrobrás, o poluente é conhecido como Hidrocarboneto, ou piche. O petróleo tem “assinatura” do País vizinho, a Venezuela.

Em pronunciamentos anteriores, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), disse que o derramamento do óleo pode ter sido criminoso. De acordo com estudos de órgãos federais ligados ao meio ambiente, foi publicado recentemente que o petróleo veio de um navio grego que passou na costa brasileira dias antes deste material ser dispensado no mar e que ele estaria localizado em outro continente.

Já a UFAL (Universidade Federal de Alagoas) levanta informações de que o vazamento do óleo possa ter ocorrido de uma embarcação fantasma, isto é, ainda sem identificação. Segundo dados da Marine Traffic – provedora mundial de trajetórias de navios – a embarcação “fantasma” estaria com seu localizador, ou Transponder, desligado no momento que cortava os mares brasileiros, evitando assim sua identificação em águas do País.

Autoridades brasileiras tentam desvendar o mistério, no entanto, enquanto isso, milhares de pessoas se dividem em turnos para retirar o óleo que chega nas praias do Nordeste e também em áreas de proteção.

No mapa que divide o Brasil em regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, o estado seguinte ao Espírito Santo é o Rio de Janeiro e depois São Paulo, o que gera medo em banhistas que frequentam estas regiões por conta do avanço da mancha de óleo.

Gazeta Regional

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