Órgãos ligados ao INTS atuam dia e noite em defesa da vida nas cidades da região

O trabalho não para porque na fração de um segundo podem ser definidas a vida ou a morte de pessoas atendidas pelo aparato do Instituto; OSS está no Alto Tietê há anos

Por Aristides Barros / Fotos: Bruno Arib

Na sequência da reportagem sobre os trabalhos do INTS (Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde), que completa 11 anos de atividade em defesa da vida, a GAZETA falou com diretores de órgãos sob a responsabilidade do Instituto, cujas atuações se estendem a todas as cidades da região do Alto Tietê, em um trabalho sincronizado onde precisão de tempo é sinônimo de vida.

Romualdo Ribeiro Rosa, 40 anos, que é o diretor administrativo da Regional Mogi das Cruzes do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência Mogi), aponta que o órgão tem 198 colaboradores, entre eles médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, motoristas e viaturas para o atendimento de ocorrências.

Esse efetivo está distribuído nas bases do SAMU nas cidades de Mogi, Biritiba Mirim, Salesópolis, Guararema, Arujá, e Santa Isabel. As ocorrências trabalhadas, em sua grande maioria, são casos clínicos e traumáticos com inúmeros salvamentos de vidas de jovens, adultos e idosos de ambos os sexos.

A maior expressividade de casos fica por conta da juventude, que é mais afoita. E nas épocas festivas, principalmente fim e início de ano (Natal e Réveillon), o índice de ocorrências sobe vertiginosamente devido o consumo excessivo de bebida alcoólica. Independente do chamado que vão atuar – bebedeira ou acidente –, a equipe do SAMU não faz corpo mole e se apressa no trabalho.

“Salvar uma vida é uma satisfação indescritível, mas perder uma vida é complicado, lidar com a perda, mas fazemos o máximo para não perde-las”, conta o diretor administrativo, que já trabalha há 10 anos no SAMU.

Saúde

O administrador hospitalar Fernando Gois, diretor da UPA (Unidade de Ponto Atendimento) do Conjunto Oropó, no Distrito de Brás Cubas, disse que a rotina foi severamente alterada nesse período pandêmico para que o trabalho no local não afete a saúde dos 125 colaboradores que atuam na unidade de saúde e nem das pessoas que buscam os serviços dela.

A UPA do Oropó, que atende uma média de 10 mil pacientes/mês, divisou o trabalho criando alas e entrada específica para pacientes de Covid-19, ficando a entrada principal aos casos habituais, sem deixar de dar assistência a outros tipos de enfermidades.

Na UPA de Mogi, Gois mantém trabalho contra a Covid

“Porque apesar da Covid-19, puxar o foco da atenção médica às pessoas não param de serem acometidas por outras doenças, enfarte, hipertensão alta, e acidentados, entre outros casos”, observou.

O trabalho é 24 horas ininterruptas, de segunda a segunda, e a demanda à procura de testes rápidos é alta. “Chegamos a fazer 70 testes por dia e a tendência é esse número subir bem mais”, acredita Gois.

Tema atual e atemorizador, a pandemia domina a entrevista com o administrador hospitalar assinalando que a UPA prepara todos os seus colaboradores com treinamento realizado uma vez por semana, visando que eles sempre estejam altamente preparados para o enfrentamento de todas as situações impostos pela doença que flagela o mundo.

Com pensamento idêntico à maioria dos profissionais da saúde, ele pontua que não aconteceu a segunda onda da pandemia.

“Nem saímos da primeira onda, mas já estamos preparados para combate-la e tem de ser uma batalha com o apoio das pessoas, que têm de ‘ficar em casa’, usar máscara quando sair e evitar as aglomerações. Estamos aqui para ajudar a socorrer, mas é preciso que a população evite os riscos”, aconselhou.

O mecânico Rafael Luiz do Carmo Marcondes, 29, ao falar da rapidez com que foi atendido, destacou o bom atendimento recebido na unidade médica.

Já o aposentado Antônio Nascimento Reis, 70, elogiou o atendimento. “Foi bom. Me aplicaram uma injeção porque sinto dores na coluna e também fiz o teste de Covid”, disse.

Família

Coordenadora geral da ESF (Estratégia de Saúde da Família) de Suzano, a enfermeira Joyce Moreira da Silva, 42, tem sob sua responsabilidade 370 colaboradores e 12 unidades de saúde que atualmente direcionam um trabalho para cerca de 30 mil famílias suzanenses, ultrapassando mais de 100 mil pessoas cadastradas.

Por ser enorme a demanda e haver o confronto direto com a pandemia, a agenda de atendimento teve de ser alterada para ser seguido o protocolo de isolamento social, evitando aglomerações nas unidades de saúde. Houve a suspensão de atendimentos clínicos, e a continuidade de atendimentos com horários espaçados para crianças, gestantes e psiquiatria. Sem aglomeração, porque os postos não comportariam todas as pessoas que chegam com sintomas, e elas têm de ser atendidas.

Joyce Moreira é coordenadora geral das ESFs que funcionam em Suzano

“Nos movimentamos no sentido de não deixar ninguém sem assistência e conseguimos. Preparamos todos os nossos colaboradores para esse trabalho, estamos tendo êxito. A Estratégia tem o trabalho externo realizado em igrejas, associações comunitárias e centros de reabilitação, mas com cuidado. As atividades continuam, mas em escala menor e com menos pessoas envolvidas, porque não podemos colocar muitos agentes no veículo para visitas e atendimentos nos bairros”, revelou.

Generalistas (medico de família) são agendados semanalmente. Para o “trabalho de campo são designados os ACS (Agentes Comunitários de Saúde) que fazem a coleta de dados detectando os eventuais problemas de saúde para a ação decisiva da área de saúde. Também no corpo a corpo entram os “generalistas” (médicos de família). A presença deles acontece mediante agendamentos semanais.

Tudo feito com critério, porque a pandemia motiva o encontro de novas formas e métodos de trabalho para que se possa atuar sem risco de espalhar a doença. “A nossa função é combater a Covid-19 e outras enfermidades, evitando que o quadro se torne mais crítico”, finalizou.

Gazeta Regional

Fundada por Laerton Santos no início dos anos 2000, a GAZETA tem como principal missão integrar as dez cidades que compõem a região do Alto Tietê, tendo como diferencial o olhar crítico que define a linha editorial do veículo. Em busca de contato cada vez mais próximo com seu público, o jornal tem investido na cobertura diária, utilizando as mídias digitais para esse fim.

Nenhum comentário sobre: “Órgãos ligados ao INTS atuam dia e noite em defesa da vida nas cidades da região

  1. Tirou a minha duvida, parabens pelo artigo, me ajudou
    muito.

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