Pacientes criticam ‘precariedade’ da rede básica de saúde de Ferraz

Segundo população, prédio é sujo, sem limpeza nos arredores do pátio e com falta de medicamentos

Por Gabriel Dias / Fotos: Bruno Arib

A rede básica de saúde de Ferraz de Vasconcelos vai de mal a pior. Quem chega na frente da UBS (Unidade Básica de Saúde) do bairro Jardim São Paulo, por exemplo, se depara com um prédio supostamente abandonado. A própria vizinhança também confirma esse fato, e criticam a falta de zeladoria. O local está com a pintura desgastada, e o lixo que é produzido pela unidade é colocado na entrada do prédio sem nenhum tipo de higiene ou cuidado.

O gramado que fica no pátio da unidade também está alto. A comunidade reforça que raramente o mato é cortado e que nunca viram a pintura ser refeita. A placa que estampa o nome da UBS também está com os letreiros apagados. A academia ao ar livre que fica dentro do pátio ao lado do estacionamento também está com sinais de deterioração.

Fios de alta tensão que saem de caixas de concreto fixadas no chão estão desencapados, e um morador que acompanhou a reportagem até o pátio da UBS não soube explicar se naqueles fios passava corrente elétrica. “Não vou pagar pra ver. Mas isso é só o começo, olhe à sua volta e me diz o que vê”, questionou Antônio Jacinto, apontando para a grama alta.

Além dos problemas de zeladoria, uma das pacientes que aguardava atendimento do lado de fora da unidade relatou que na UBS do bairro falta medicamentos. “Uso remédios para pressão e quando não tem aqui preciso comprar. Raramente tem remédio nessa UBS, fora o tempo que a gente espera para ser atendido”, reclama Rita de Cássia, 60 anos.

Para o comércio local, a unidade é “abandonada” e sem “futuro”. “Falta um prefeito de verdade nessa cidade e vereadores que realmente façam alguma coisa por nós e que nos atendam quando precisarmos”, disse Jacinto.

SILÊNCIO DA PREFEITURA – A gestão do prefeito José Carlos Fernandes Chacon (PRB), o Zé Biruta, foi questionada, no entanto, até o fechamento desta reportagem ninguém respondeu às perguntas do jornal.

Gazeta Regional

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