Plano de Carreira da Câmara de Salesópolis desgasta vereadores

Cidadãos buscam apoio da população na busca da revogação dos aumentos

Por Lailson Nascimento / Foto: Divulgação

Em pleno ano eleitoral, não caiu bem para a Câmara Municipal de Salesópolis a decisão de implantar um Plano de Carreira para os funcionários da Casa Legislativa. No entendimento de moradores, como é o caso de Suely Roland, “a lei é absurda”.

Segundo o que Suely explicou, o Plano de Carreira foi levado a plenário em duas ocasiões. Apesar do prefeito Vanderlon Gomes (PL) ter vetado a proposta, os vereadores se reuniram em sessão extraordinária no dia 27 de dezembro, último dia útil de 2019, e derrubaram o veto do prefeito.

Diante da situação, Suely e seu esposo Nilton Roland – que apesar de ser motorista da Câmara Municipal se diz contrário ao novo Plano de Carreira -, passaram a estender o “Varal da Vergonha” em plena Praça da Matriz. Com uma série de frases contrárias à proposta, o casal visa sensibilizar a população a pressionar os vereadores no sentido de revogar a lei. Eles também prometem levar o caso ao MP-SP (Ministério Público de São Paulo.

“Um dos pontos é o salário base de cada funcionário ter sofrido um reajuste desproporcional, o que vai refletir nos cálculos dos vários adicionais já garantidos por outras leis, elevando os valores em percentuais exagerados. A cidade está passando por sérias dificuldades econômicas para premiar meia dúzia de funcionários da Câmara que nada produzem. A cidade vive de esmola do governo, de deputados que mandam verba. É justo isso? O terceiro ponto que indago: o que o cidadão em geral ganha com isso? Qual a necessidade de se dar um aumento desse tamanho?”, questiona Suely.

IMPACTO – A GAZETA tentou apurar junto ao prefeito e ao novo presidente da Câmara Municipal, Nilson Satolu, o impacto na folha de pagamento do Legislativo com o novo Plano de Carreira, mas não localizou nenhum dos dois.

Gazeta Regional

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