Poaenses afirmam que segurança e, também, saúde são prioridades

Dinheiro do Dadetur é para o Parque de Eventos, porém o local está fechado devido à pandemia

Por Will Siqueira / Foto: Bruno Arib

O vereador de Poá Saulo Souza (Avante) foi às redes sociais nesta semana para exigir que o prefeito Gian Lopes (PL) utilize a verba destinada pelo Dadetur (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos) para assuntos pontuais, mesmo que seja no âmbito do turismo, já que o dinheiro não pode ser utilizado para outro fim.

O valor, de R$ 3 milhões, segundo o próprio Dadetur deve ser empregado apenas para manutenção ou construção de equipamentos que elevem a quantidade de turistas em Poá – a cidade é uma estância hidromineral e uma das 70 cidades do Estado de São Paulo que detêm esse título ou pela abundância de água natural de alta qualidade ou pelo potencial turístico.

E Gian Lopes, que pretende utilizar o dinheiro na manutenção e reforma do Parque de Eventos de Poá, também usou suas redes sociais para rebater o vereador e criticá-lo, criando o que está sendo chamado de “guerra dos R$ 3 milhões”. A população, porém, concorda com Saulo Souza.

Para 100% dos entrevistados pela GAZETA, já que o dinheiro não pode ser concentrado em outra área, que seja utilizado para melhorar a segurança no município. As pessoas, de forma unânime, afirmam que “uma cidade mais segura, com certeza, atrai mais turistas.”

“Na segurança, com certeza. É o ideal, até porque o parque não tem nada em si, e ela (prefeitura) tinha contratado um pessoal para a Guarda Municipal e, hoje, está todo mundo desempregado, sem renda nenhuma. É uma questão de prioridade”, afirma a comerciante Paloma Quevedo, 26.

Ailton Feliciano, 56, diz:

“Sem segurança, não vale nada. Investiria os R$ 3 milhões na segurança, para mim é melhor.”

“Para o parque, não, acho que ele não precisa de novas reformas. Para a segurança e para a saúde, que são precárias”, opina Nicolas Lopes, 20.

“Poá necessita de um governo que dê mais importância e atenção a questões prioritárias”, afirma Saulo Souza.

Gazeta Regional

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