Policial não sai de casa com intenção de matar, adverte o Coronel Ernesto

Membro da Defenda PM falou sobre esse e outros temas com a GAZETA

Da Redação / Foto: Bruno Arib

“Policiais militares não saem de casa para matar.” A afirmação é do coronel da reserva da PM (Polícia Militar), Ernesto Puglia Neto, e foi tema de entrevista transmitida ao vivo pela página da GAZETA no Facebook na última terça-feira (8). Secretário executivo da Defenda PM (Associação dos Oficiais Militares do Estado de São Paulo em Defesa da Polícia Militar) e doutor em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, Puglia Neto também falou de outros temas relacionados ao assunto. O bate-papo pode ser assistido na integra na rede social.

Para ele, “homicídio é homicídio, morte decorrente de oposição à intervenção policial é morte decorrente de oposição à intervenção policial. Embora ambas tenham o mesmo final, há uma diferença: a motivação. E isso precisa ficar claro para a sociedade, a fim de que a verdade prevaleça.”

O coronel da PM explica o seu posicionamento. “O homicídio doloso ocorre quando quem mata tem a intenção de matar. É realizado sem que haja necessariamente uma ameaça anterior. Há dolo, vontade, ânimo de matar.

No outro lado da mesma moeda, a morte decorrente de oposição à intervenção policial ocorre quando o autor, um policial, age para defender sua própria vida ou a de terceiro, havendo necessariamente agressão injusta por parte de quem morre. Ressalte-se que o policial, ao reagir, não deseja especificamente a morte, mas sim neutralizar o agressor.”

Ainda segundo o secretário executivo da Defenda PM, a “polícia nunca busca o confronto, pois pode vitimar não somente o criminoso, como o próprio policial ou o cidadão.” E acrescenta: “Os números mostram que, até aqui, em 2019, houve menos de 2 (dois) confrontos (1,78) para cada 100 mil intervenções realizadas pela PM. Nessa mesma proporção, para cada confronto ocorrido, 244 pessoas foram presas.”

ESTATÍSTICAS – Segundo levantamentos feitos pela Polícia Militar de São PAulo, quase 90% dos confrontos ocorreram nas “manchas criminais”, ou a 200 metros delas, “confirmando, novamente, a correlação do fenômeno com a evolução do tempo-resposta policial”Neto, conclui coronel Ernesto Puglia.

Gazeta Regional

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