Popularidade de Jair Bolsonaro despenca, segundo Datafolha

Presidente brasileiro vê sua gestão cair e reflexo de reprovação pode estar atrelado à Amazônia, tráfico de drogas internacional e indicação do próprio filho à Embaixada nos EUA

Por Gabriel Dias / Foto: Reprodução

SÃO PAULO – Depois de ser considerado o ‘revolucionário da política brasileira’, Jair Bolsonaro (PSL) agora vê seu governo definhar no quesito reprovação logo depois que assumiu a República. Na última pesquisa publicada pelo Datafolha, nesta segunda-feira (2), a popularidade do presidente caiu em 38% em relação ao mês de julho, que foi de 33%.

Fatores que podem ter contribuído para que sua gestão enfraquecesse nos últimos meses são as declarações públicas que o presidente deu à imprensa e também o cenário que se encontra a Amazônia.

Depois de ter dito a jornalistas que os motivos para as chamas na floresta tenham partido de ONGs relacionadas ao meio ambiente e que são contra o seu governo, as críticas contra o presidente só aumentaram, forçando também olhares raivosos internacionais, como a briga entre Bolsonaro e o presidente Francês Emmanuel Macron, que anunciou enviar ajuda financeira para Amazônia.

As pessoas que avaliam a administração de Bolsonaro como regular não registraram grandes oscilações, isto é, de 31% caiu para 30%. A pesquisa do Datafolha tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A reprovação de Jair Bolsonaro também teve aumento considerável no Nordeste, de 52%. Isso acontece logo depois de o presidente chamar os governadores da região de “paraíbas” – Bolsonaro havia dito isso quando pensou que não era gravado.

Outro ponto que também reflete contra o governo federal é a indicação feita pelo próprio presidente ao especular seu filho, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), como embaixador brasileiro nos EUA – o que para muitas pessoas envolvidas na política e no mundo jurídico poderia caracterizar nepotismo.

O último detalhe que também enfraquece o governo é o transporte que a comitiva de Jair Bolsonaro fez de 36 kg de pasta base para cocaína que foram apreendidas na Espanha, no aeroporto de Sevilha, no dia 25 de julho.

Quem transportava a droga era Manoel Silva Rodrigues, piloto de confiança e exclusivo do governo federal. Nesta ocasião o presidente partia para o Japão, numa reunião do G20. Rodrigues foi indiciado por tráfico internacional de drogas.

De acordo com a pesquisa, a popularidade do presidente também caiu entre os mais ricos, na região mais nobre do País, que antes chegavam a se dividir, no entanto, agora, avaliam o governo como ruim ou péssimo.

Gazeta Regional

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