Por um novo pleito

 

A semana começou tensa com a cassação do senador Delcídio do Amaral (sem partido) pelo Senado federal e terminou ainda mais turbulenta com o afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT), também por votação no Senado, depois do pedido de abertura do processo de impeachment ter sido aprovado pela Câmara dos Deputados. Sendo assim, Dilma ficará fora do Planalto por até 180 dias, enquanto seu vice, Michel Temer (PMDB), assumiu interinamente o cargo.

Se por um lado o afastamento da presidente agradou a muitos – principalmente aos milhares que saíram às ruas pedindo seu impeachment, diga-se desempregados, empresários falidos, doentes sem atendimento etc -, por outro, os petistas e aliados ficaram frustrados com tamanha derrota, depois de uma vitória – mesmo que apertada – nas urnas nas últimas eleições, dando a Dilma mais quatro anos de governo e, consequentemente, a quase perpetuação do PT no poder. Para Lula, que foi exonerado do cargo que nem sequer chegou a ocupar como ministro da Casa Civil – mais uma manobra para evitar a investigação na Lava Jato – isso é quase a morte. Veja-se que seus cabelos agora estão mais brancos. Já Dilma parece doente, magra, pálida e acabada de tanto remar contra a maré.

Ter Michel Temer à frente do Brasil não é a melhor solução, mas foi a única encontrada no momento. Eduardo Cunha, que poderia ocupar a vice-presidência caso Temer seja deposto por causa das investigações da Lava Jato, também foi afastado do cargo de presidente da Câmara pelo STF. Sobre ele pesam várias acusações. Já seu substituto, Waldir Maranhão (PP), começou fazendo lambança, tentando anular a sessão do impeachment e acabou tendo de voltar atrás.

A partir desse cenário caótico, fica difícil para os brasileiros que qualquer um desses assuma a Presidência, caso Temer também seja impedido. O jeito é torcer para que haja novas eleições e o povo possa escolher o menos pior para ocupar o lugar de Dilma caso o impeachment seja uma realidade. Que venha um novo pleito!

Gazeta Regional

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