Precisamos falar sobre saúde mental

Por Aline Rosa / Arte: Giovanna Figueiredo

É certo que todos os meses do ano têm a sua significativa importância, seja por ser o aniversário de alguém especial ou um marco importante como casamento, uma lembrança de um momento triste, a realização de um sonho, enfim, todos nós vamos construindo nossas memórias.

O mês de setembro costuma ser especialmente importante para os profissionais da saúde mental por ser considerado um mês de prevenção ao suicídio. Embora falar sobre a morte e a tristeza seja um tabu na nossa sociedade, venho fazer um convite para que façamos juntos uma reflexão sobre esse assunto.

Acredito que toda vez que a gente precisa de uma política pública ou data especial para lembramos de algo, simboliza que precisamos nos atentar para aquela coisa em questão. A saúde mental é um assunto que é considerado para muitos como tabu, pois a ideia de enlouquecer é algo que gera angústia para algumas pessoas e para outras a ideia de lidar com o lado “sombrio” da vida, seria uma forma de ingratidão diante tantas injustiças que acontecem por aí.

Um ponto relevante diante disso tudo, é que a nossa vida está automatizada e a pergunta: “Oi, tudo bem?” ganha cada vez mais respostas generalistas e rasas. De fato quantas pessoas importantes da sua vida você realmente sabe o que está acontecendo com elas? E quantas são as pessoas da sua vida que sabem como verdadeiramente você está?

O debate sobre a saúde mental ainda é visto como frescura para algumas pessoas, em especial no mundo tão desigual no qual vivemos e temos a impressão que reclamar de algo que não vai bem é quase um crime, visto que sempre tem alguém em uma situação pior do que a nossa.

Mas a construção de uma boa saúde mental perpassa para além do campo individual, perpassa por uma sociedade igualitária e proveniente de direitos humanos assegurados, por isso a escolha de governantes responsabilizados pelo bem estar social é aquele comprometido com saúde, moradia, educação, alimentação. Até porque como você vai conseguir descansar a cabeça em paz no travesseiro, sabendo que você não tem um bom emprego para pagar as contas básicas em casa?

Gazeta Regional

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