Prefeitos do Alto Tietê consideram volta às aulas em setembro prematura

O Condemat orienta que seja feita uma consulta pública sobre a retomada das atividades presenciais

Da Redação / Foto: Divulgação

A volta às aulas presenciais nas redes municipais de educação foi discutida pelos prefeitos do Condemat (Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê) em reunião nesta sexta-feira (31). O calendário estadual prevê a retomada das atividades escolares a partir de 8 de setembro – desde que todas as regiões estejam na fase amarela -, mas a maioria das prefeituras locais considera a data prematura e pode retardar as aulas presenciais.

Para melhor respaldar as decisões finais, os prefeitos irão acatar a recomendação da Câmara Técnica de Educação do CONDEMAT e providenciar a realização de consulta pública sobre a retomada das aulas ainda em 2020 e, caso haja possibilidade de retorno, se os pais enviariam seus filhos à escola.  Em muitas cidades, inclusive, os secretários de Educação já iniciaram as consultas.

“Vivemos uma situação atípica e o compartilhamento de responsabilidades se faz necessário não só pelo aspecto da democracia, mas para apoiar o preparo da rede no possível retorno. A educação municipal apresenta características diferentes da estadual porque o seu maior público é o infantil, que inspira mais cuidados”, argumenta o presidente do Condemat, prefeito Adriano Leite.

A consulta pública dará instrumentos para dimensionar, por exemplo, os materiais a serem adquiridos e a adaptação das unidades escolares aos protocolos de segurança, assim como para a preparação de logística de transporte e alimentação na possível retomada das aulas presenciais. A expectativa é de que esses levantamentos sejam concluídos dentro de 10 dias para respaldar a decisão dos prefeitos.

“O Alto Tietê está na fase amarela há três semanas e, embora o número de casos de coronavírus continue crescendo, a região reduziu os indicadores de óbitos e internações. Ainda assim, há uma grande preocupação com o possível impacto do retorno das aulas e, por isso, todo o cuidado nas decisões que serão tomadas. Vamos considerar as opiniões dos profissionais da educação, dos pais e, principalmente, das equipes de saúde”, esclarece o presidente.

Mesmo ainda sem a definição da volta das aulas presenciais, os prefeitos vão estudar a segunda recomendação da Câmara Técnica de Educação para o retorno dos profissionais nas unidades escolares. A proposta é para que, de forma gradativa, professores, agentes escolares e outros servidores retomem as atividades presenciais, de acordo com o regime vigente e deliberações de cada cidade.

“Esse retorno presencial  deverá permitir o melhor desenvolvimento da formação continuada, elaboração de atividades didático-pedagógicas para os alunos e o planejamento das ações escolares presentes e futuras”, explica o coordenador da Câmara Técnica de Educação, Leandro Bassini.

A rede municipal de ensino no Alto Tietê tem aproximadamente 280 mil alunos matriculados e 20 mil profissionais da educação, sem contar terceirizados.

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