PrEP: nova prevenção contra o HIV

Embaixador do programa reclama de falta de divulgação do medicamento em Mogi das Cruzes

Por Giovanna Figueiredo / Foto: Divulgação

O UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS) apontou que de 2010 a 2018 cresceu 21% o número de infecções por HIV. Apesar das constantes campanhas de conscientização para o uso de camisinha, os dados mostram que ainda há muito a ser feito para combater o avanço do vírus.

Você já ouviu falar em PrEP? A PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) consiste no uso preventivo de medicamentos antirretrovirais antes da exposição sexual ao vírus HIV, para reduzir a probabilidade de infecção. O objetivo da PrEP é prevenir a infecção e promover uma vida sexual mais saudável.

Para ter acesso ao medicamento é preciso fazer parte da população que tem maior grau de vulnerabilidade e que tenha práticas de maior risco para contaminação pelo HIV, que são: gays e homens que fazem sexo com homens, travestis e transexuais, trabalhadores (as) do sexo e casais sorodiferentes que, por repetidas vezes, têm relações sexuais (anais ou vaginais) sem usar camisinha ou que têm usado a PEP (Profilaxia Pós-Exposição) repetidamente, ou que apresentem infecções sexualmente transmissíveis (IST).

No Alto Tietê, Mogi das Cruzes é a única cidade que tem um polo do programa. No entanto, a GAZETA recebeu mensagens de leitores e internautas reclamando da falta de divulgação da PrEP na cidade.

Thiago Batalha foi uma das pessoas que lutou para que o medicamento chegasse no município. “Quando eu descobri que estava com câncer fui atrás de medicamentos que me ajudassem a prevenir esse tipo de doença e descobri a PrEP. Fiz um curso para saber como funcionava e descobri que estava aberta a possibilidade de ter um polo em Mogi. Conversei com o vereador Caio Cunha (PV), ele fez uma indicação ao prefeito e no ano passado foi implantado um polo no município”, explicou.

O serviço na cidade iniciou no dia 19 de agosto de 2019 exclusivamente na UAPS 2, que fica na Rua Fausta Duarte de Araújo, 412, no Centro. No entanto, de acordo com Batalha houve pouca divulgação. “São medicamentos caros e se não divulga vai acabar perdendo, temos que falar sobre isso.”

POSICIONAMENTO – A GAZETA procurou a Secretaria de Saúde para saber a respeito da divulgação do programa. “A divulgação faz parte da rotina das unidades de saúde e também nos meios de comunicação. Quando foi implantado, o serviço foi divulgado em rádio, tv e jornais locais”, informou. Sobre o número de pessoas que recebem o PrEP, de acordo com administração municipal são 50 pessoas.

Gazeta Regional

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