Queda de braço poderosa com o Judiciário

Da Redação / Arte: André Jesus

A Câmara Municipal de Caraguatatuba, que vez ou outra é chamada de Casa de Leis, local onde pessoas são eleitas para legislar – confeccionar leis e na maioria das vezes fiscalizar se elas são cumpridas –, está sem o mínimo de noção do que é uma peça processual. É contraditório. É! Mas, a democracia vive e sobrevive do contraditório.

Existia uma polêmica na Câmara em torno do empréstimo de R$ 152 milhões que a prefeitura pleiteia junto à Caixa Econômica Federal para, segundo a administração municipal, investir em obras.

A oposição buscou o Judiciário para barrar o pedido no Legislativo por não entender, até o momento, porque o Executivo quer tanto dinheiro, já que pouco fez ao longo de quase três anos de mandato, mesmo tendo um orçamento considerado vultoso para isso.

Ocorre que a maioria dos vereadores situacionistas não “entendeu” que os vereadores oposicionistas querem entender o projeto para explicar ao povo e aos eleitores para o que e por que a prefeitura quer com tanto dinheiro, agora quase ao apagar das luzes do mandato do prefeito.

A oposição foi ao Judiciário e conseguiu respaldo para suspender a votação até que as explicações necessárias sejam dadas. A base governista deve ter se sentido “cerceada no seu direito de aprovar os projetos do Executivo”, e em cima disso deu um rapa fora na determinação da Justiça, como a dizer: “Chega pra lá que no meu galinheiro mando eu.” Desta forma não deu nem trela à uma decisão judicial e votou e aprovou a matéria. Só faltou falar dizer aos magistrados: “Vai encarar?”.

Gazeta Regional

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