SAMU 192 Regional Mogi das Cruzes apela: ‘Trote pode tirar a vida de um paciente real’

Responsável pelos atendimentos de urgência e emergência em seis municípios do Alto Tietê, serviço pede consciência à população

Por Lailson Nascimento / Foto: Bruno Arib

As viaturas do SAMU 192 Regional Mogi das Cruzes atenderam, somente em julho, cerca de 180 ocorrências. Responsável pelos primeiros socorros em Arujá, Biritiba Mirim, Guararema, Salesópolis, Santa Isabel e Mogi, o serviço é, muitas vezes, fundamental para a sobrevivência de pessoas vítimas de acidentes ou outros tipos de problemas de saúde cujos casos são de urgência e emergência. Mesmo assim, o consórcio é vítima de trotes, o que prejudica o atendimento a quem realmente necessita.  

Quem chama a atenção para o fato é o supervisor de frota Eduardo Bernardo dos Reis. No SAMU de Mogi das Cruzes há 10 anos, ele conta que pessoas mal intencionadas insistem em simular ocorrências. 

“Se eu pudesse deixar um pedido à população, eu pediria que ela tomasse consciência e não passasse trotes para o SAMU. Isso desgasta a equipe, desgasta a viatura, e tira o direito de quem realmente está precisando. Eu não tenho um número exato de trotes que recebemos, mas é uma quantidade razoável.” 

Ainda segundo ele, os trotes também afetam o custo com a manutenção da frota, que é formada por 16 viaturas, sendo quatro veículos reservas e 12 que ficam à disposição 24 horas.  

“Não é fácil manter uma frota 24 horas por dia. O trabalho não pode parar, independente do município. Por isso é que fazemos esse apelo. Apesar dos veículos serem novos de idade, a quilometragem é alta. Tem viatura com mais de 200 mil quilômetros rodados. Sem contar que rodamos por todo tipo de pavimento, inclusive em ruas que são esburacadas, a parte rural, enfim, temos condições adversas. Só a viatura da UPA do Oropó, em Mogi, rodou, no mês passado, mais de 4,3 mil quilômetros. Por isso, é necessário que as pessoas não passem trotes.” 

Gazeta Regional

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