Saúde X Educação

O reflexo da falta de estrutura e ineficiência no setor da saúde tem sido sentido em todas as cidades do País, com hospitais e unidades de saúde, como UPAs e postos de saúde, superlotados, falta de médicos, de medicamentos, de suprimentos etc. Mesmo em São Paulo, que, embora tenha sido a primeira a proteger a população com a vacina da Influenza, não ficou isenta da falta da mesma, deixando gestantes e pacientes crônicos sem a devida imunização por tempo indeterminado. Agora, com a chegada de uma nova remessa da vacina, anunciada pelo governo do Estado, acompanhada da prorrogação da campanha, acredita-se que o problema seja minimizado. Cremos.

Já com relação à superlotação de unidades hospitalares – e é bom citar o Luzia de Pinho Melo -, não se sabe quando o problema será sanado, tendo em vista o caos em que se encontra a saúde, principalmente em cidades que nem sequer contam com hospitais públicos municipais para atender à demanda local. No Alto Tietê, cidades como Biritiba e Salesópolis são exemplos dessa carência.

Outro setor que vem sofrendo com a falta de investimentos e, na maioria das vezes, de administração, é a educação. Em Mogi, por exemplo, que conta com 58 creches, sem falar nas unidades de ensino básico, ainda perdura a falta de vagas, que têm deixado mulheres que precisam trabalhar sem um lugar para abrigar seus filhos menores.

Mesmo depois de protestos e invasões, estudantes do ensino técnico e médio também sofrem com a questão da qualidade ou da falta de uma merenda que atenda às necessidades de quem estuda em período integral ou que precisa se alimentar para, muitas vezes, aguentar uma jornada dupla.

Em resumo, saúde e educação são setores que merecem maior atenção por parte dos governantes, pois é impossível construir uma nação ou mesmo trabalhar para o desenvolvimento de uma cidade sem antes fortalecer estes pilares. É como erguer um prédio sem atentar para sua fundação ou alicerce – sapatas, pilares e vigas. Fica a dica aos postulantes ao cargo de prefeito nas próximas eleições.

 

Gazeta Regional

Fundada por Laerton Santos no início dos anos 2000, a GAZETA tem como principal missão integrar as dez cidades que compõem a região do Alto Tietê, tendo como diferencial o olhar crítico que define a linha editorial do veículo. Em busca de contato cada vez mais próximo com seu público, o jornal tem investido na cobertura diária, utilizando as mídias digitais para esse fim.

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