Silenciosa, osteoporose pode ser mais letal que o câncer de mama

Fragilidade óssea e fraturas: Essas são as principais características desse tipo de doença

Da Redação / Foto: Divulgação

A osteoporose não tem cura. Mas tem tratamento. Ela pode matar ou causar perda de autonomia. Mas, por não ter sintomas, é muitas vezes negligenciada. Daí a importância do diagnóstico precoce.

Quem faz o alerta é o reumatologista Charlles Heldan, presidente da Abrasso (Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo), entidade sem fins lucrativos que realiza pesquisas científicas e ações preventivas de saúde.

“A osteoporose é uma doença silenciosa. E é aí que mora o perigo. Quando não tratada, ela evolui para fraturas, sendo a do quadril a mais temida, pois, em 20% a 30% dos casos, a pessoa morre em até um ano. Esses números são maiores que a mortalidade por câncer de mama”, explica o reumatologista.

O médico conta que um terço dos pacientes que sobrevivem à fratura se torna dependente no que se refere à mobilidade. “Eles passam a depender de terceiros para se alimentar, se vestir, se locomover. A perda de autonomia tende a ser acentuada depois de uma fratura de quadril”, complementa.

Para evitar, o caminho é o diagnóstico precoce e o tratamento. Ele envolve o uso de remédios, alimentação rica em cálcio, proteínas, vitamina D e a mudança de hábitos.

O presidente da Abrasso explica que o rastreamento da doença é feito pelo exame de densitometria óssea. Mulheres devem realizá-lo já a partir dos 50 anos, período em que se inicia a menopausa. Homens, a partir dos 70. “Se descoberta no início, a osteoporose tem tratamento que reduz em 90% o risco de fratura das vértebras e em 54% nos outros ossos.”

No entanto, há o chamado grupo de risco que eleva a propensão à doença – pessoas que fumam, bebem, usam corticoides frequentemente, sofrem de artrite ou têm casos de osteoporose em parentes de primeiro grau. Nessas situações, a densitometria deve ser feita ainda mais cedo.

“A pessoa com osteoporose sofre fraturas em condições em que o osso normal não quebraria. Pode ser uma queda da própria altura ou até o simples abraço de um neto. Isso porque os ossos e sua resistência ficam sensivelmente diminuídos. Agora, se a pessoa descobre antes de ter a fratura, por meio da densitometria, ela pode tratar, fortalecer os ossos e evitar a queda”, alerta Charlles Heldan.

A doença atinge mais mulheres do que homens por uma questão hormonal – por isso a incidência na menopausa – e também pelo tamanho do osso, visto que o do homem é geometricamente maior que o da mulher.

“Costumo dizer que a osteoporose é uma doença pediátrica que se manifesta na fase geriátrica. Por isso, é muito importante cuidar do osso desde cedo. A criança que fizer atividade física regularmente e tiver uma dieta rica em cálcio e proteína construirá ossos fortes. Ainda assim, na fase adulta, o melhor remédio é a prevenção. É fazer o exame e, se tiver a doença, descobrir antes de cair”, finaliza o reumatologista.

Gazeta Regional

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