Tietê: o rio que nasce em Salesópolis e já morre na cidade de Itaquaquecetuba

Embora a situação no Alto Tietê, em comparação com outras regiões, esteja menos ruim

Por Will Siqueira / Foto: Bruno Arib

Rio Tietê: onde ele nasce? Por onde ele passa? Suas características? Onde deságua? Você fica sabendo disso a partir de agora na GAZETA.

O rio mais simbólico do Estado de São Paulo também tem o seu dia em especial: 22 de setembro, o qual foi escolhido a fim de intensificar a luta por sua despoluição e valorização. O rio dos paulistas, pois atravessa todo o Estado, de leste a oeste, nasce em Salesópolis, mas, apenas 72 quilômetros depois, em Itaquaquecetuba já está “morto”.

Em seus 1.100 quilômetros de extensão, o rio Tietê sofreu, e ainda sofre, com o relaxo dos homens e das indústrias em relação a ele. Em muitos trechos, ele não tem vida animal nem vegetal por estar altamente poluído.

Alguns municípios do interior – como Barra Bonita e Igaraçu do Tietê – ainda têm o privilégio de vê-lo limpo e navegável, “vivo”. Já o Alto Tietê, onde fica sua nascente, não tem esse privilégio. Tirando Salesópolis e Biritiba Mirim, de Mogi das Cruzes, passando por Suzano, até Itaquaquecetuba, sua situação já está caótica – o rio banha 62 cidades até desaguar no Rio Paraná (onde está sua foz), na divisa com o Mato Grosso do Sul.

“Nessa semana, comemoramos o Dia do Rio Tietê, o mais importante rio do Estado de São Paulo. A nossa cidade de Salesópolis se orgulha por abrigar a nascente dessa grande dádiva da natureza, que preservamos com muita dedicação. A natureza preservada é garantia para gerações futuras”, comentou o prefeito Vanderlon Gomes (PL).

Segundo o relatório da organização SOS Mata Atlântica referente ao rio, divulgado na terça (22), houve melhora nas condições dele nas cidades do Alto Tietê, de 2015 a 2020. A mancha de poluição que permanece do Rio Tietê ocorre por conta de matéria em decomposição, lixo e poluentes, segundo o relatório.

Conforme aponta o relatório, a qualidade do rio, no Alto Tietê, atualmente está assim: Salesópolis, boa; Biritiba, regular; Mogi, nos dois trechos, regular; Suzano, regular; Itaquá, no primeiro trecho, regular; no segundo trecho, ruim.

A presidente da Aeabate (Associação dos Engenheiros Ambientais do Alto Tietê), Carla Geanfrancisco Falasca, fez uma crítica em defesa do Tietê. “As cidades precisam tratar do seu esgoto, coletá-lo e destinar corretamente o lixo. E a sociedade tem de entender que não pode ficar jogando garrafa, latinha, lixo, porque tudo vai parar no rio, é inevitável.”

O Estado, por intermédio da Sabesp, disse que executa desde 1992 o “Projeto Tietê”, “o maior programa de saneamento ambiental do país e também um verdadeiro programa de saúde pública.”

“As ações de saneamento reduziram a poluição no rio em relação ao ano passado. Pela primeira vez desde 2010, não foram registrados trechos com água de péssima qualidade”, frisou a companhia, com base no relatório da SOS Mata Atlântica.

É importante destacar que a Sabesp não opera o saneamento de Mogi das Cruzes.

Gazeta Regional

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