Tribunal de Contas ‘dá pau’ nas contas de Gian Lopes, que pode entrar para o ‘livro dos sujos’

Mandatário poaense está num beco sem saída: se ficar o bicho pega e se correr o bicho come

Por Aristides Barros – Especial para a GAZETA / Foto: Divulgação

O prefeito de Poá, Gian Lopes (PL), já teve duas contas públicas reprovadas pelo TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo), referentes aos anos de 2017 e 2018.

Nas contas de 2018, o chefe de Executivo poaense ‘levou pau’ na Educação por ter aplicado só 24,55% do orçamento municipal no setor. A Constituição Federal determina que sejam gastos 25% dos impostos e suas transferências na manutenção e no desenvolvimento do ensino, e que se acrescente ainda as despesas com alimentação e assistência à saúde dos educandos.

O TCE, que já havia rejeitado as contas de 2017 de Gian Lopes, não teve dó e nem piedade e voltou a reprovar as contas do político. O “bicampeonato” administrativo – conquistado na reprovação de duas contas públicas – pode levar o nome dele para a lista dos políticos fichas sujas, que é visto como o “livro da morte política” pelos poucos mandatários que não se enveredam pelos atalhos obscuros da vida pública.

Com as contas rejeitadas, o liberal corre o risco de entrar para o “livro maldito” se a Câmara Municipal, seguindo o parecer do TCE, também rejeitá-las. Destaca-se que nenhuma das contas dele foi levada para ser analisada pelos parlamentares e posta em votação para ser aprovada ou reprovada. Ainda falta ao TCE dá o parecer sobre as contas dos anos 2019 e de 2020, cujo ano administrativo ainda não terminou.

Elas devem chegar na Casa de Leis só na próxima legislatura, depois das eleições, quando for trocado todo o quadro político de Poá, o que se acontecesse hoje se reverteria em vitória para o atual prefeito, que tem maioria na Câmara, que, obviamente, votaria favorável a Gian Lopes, derrubando o parecer do Tribunal.

Relatório

O TCE apontou o déficit de vagas nas creches e ocorrências relacionadas às matriculas: quantidades de alunos em salas de aula, biblioteca, sala de leitura, laboratórios de informática, salas adaptadas, quadra poliesportiva, qualificação e capacitação de professores que prejudicaram o indicador.

Não houve a entrega de material didático (livros, apostilas e etc…) aos alunos da rede municipal em 2018. Não existe um estudo anual do traçado e tempo de viagem das rotas do transporte escolar. O município possui frota escolar com idade média acima de sete anos. As unidades escolares estão com graves problemas estruturais e de manutenção.

Gazeta Regional

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