Um ano duro e outro que será difícil, mas navegável

Da Redação / Arte: André Jesus

Falar que o ano que termina foi trágico é um pleonasmo, a se contar pelo número de óbitos ocasionados pela Covid-19 em função de um desgoverno que flagelou a população nacional, levando milhares de brasileiros à morte, à indigência, ao endividamento e ao completo desespero. 

O ano termina assim como começou esse governo, em 2019, com centenas de mortos em Brumadinho após o estouro de uma barragem. Ele, que caça títulos não condizentes à sua performance moral, já pode ser honrado com o de Emissário da Morte, que lhe cabe como o capuz que cobre a cabeça do carrasco.

Concedida a honraria e posta a pedra em cima dessa pessoa, sem deixar de lembrar que, igual a outros personagens obscuros da história brasileira, ele será colocado no mesmo fosso onde elas jazem, partamos para desenhar e concretizar um futuro menos traumático e doloroso que esse dois anos atravessados sob o estigma da morte e dos sonhos e vidas desfeitos. 

O ano acaba com muitas famílias despedaçadas e outro ano novo vai começar. Esperamos em Deus e todas as forças benignas que inicie de forma alegre e com lágrimas de alegria e felicidade, diferente destes, que foram inundados de dor. 

É imperativo sermos esperançosos de que teremos dias melhores. Afinal, é por isso e para isso que conseguimos ser sobreviventes dessa grande tragédia. 

A vida, a esperança e a paz são os nossos novos cartões postais. Felicidades a todos, mesmo sabendo que é difícil por tudo o que aconteceu.

Gazeta Regional

Fundada por Laerton Santos no início dos anos 2000, a GAZETA tem como principal missão integrar as dez cidades que compõem a região do Alto Tietê, tendo como diferencial o olhar crítico que define a linha editorial do veículo. Em busca de contato cada vez mais próximo com seu público, o jornal tem investido na cobertura diária, utilizando as mídias digitais para esse fim.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

*