Um governo que já não existe mais

Da Redação / Arte: André Jesus

Bolsonaro, que é o messias ao reverso e trouxe com ele discórdia, ódio, reverberações malignas e outras maledicências, tem o seu “governo” empesteado pelo novo mal do século: a Covid-19, provocada pelo novo coronavírus. Cada governo tem a doença que merece, o povo não.

O isolamento social pregado por todo o mundo onde a enfermidade já causou milhares de mortes é tratado com desdém pelo ocupante do Palácio do Planalto. Segundo ele, é nocivo à economia do país. Como se a economia pudesse se movimentar com um contingente enorme de pessoas hospitalizadas e outro contingente enorme de pessoas mortas.

O Brasil já está próximo de 10 mil mortes decorrentes da Covid-19, um número ainda insuficiente de baixas para uma pessoa que bradava que deveriam morrer umas 30 mil pessoas numa guerra imaginária lutada dentro de sua própria mente belicista, aparentemente povoada de inimigos inventados pelo próprio. Cada louco com a sua mania. Especialistas de cabeça diagnosticam isso como doença mental.

Para alguém cujo “projeto de governo” era armar a população, pedir o fim do isolamento social equivale colocar em prática parte do projeto genocida.
Dá a quem pensa igual a ele opção semelhante à roleta russa, jogo mortal em que um doido, ao desmuniciar um revólver, deixa apenas um projétil no tambor e dispara contra a própria cabeça.

Se der certo e a bala não sair, viva a vida! Se der errado: paletó de madeira. O fim do isolamento social tem essas nuances fúnebres. Arrisca-se a vida, porque mais vale o CNPJ das empresas do que o CPF dos cidadãos, e que se dane quem morrer. E daí?

Gazeta Regional

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