Um partido entre Costa Neto e Bolsonaro

Da Redação / Arte: André Jesus

O presidente nacional do PL e ex-deputado federal mogiano Valdemar Costa Neto intenciona aumentar o poder que ele e o partido têm em nível nacional com a entrada de Jair Bolsonaro, que seria a cereja no bolo aos interesses da sigla, que já se farta de poder no cenário nacional, ilustrado em comandos de cidades e estados aonde também controla cargos e pontos chaves. É a saga do PL.

Hoje, em Brasília, na pirâmide do Centrão, é o maestro da sinfônica e não abre mão da batuta tocando, quando lhe interessa, a música que o governo faz para o país ouvir deitado em berço esplendido.

Mas, de sinfônica, o PL pode passar a banda – sem desprestigiar o valor artístico dos músicos dos dois segmentos artísticos – caso se entregue a todos os caprichos presidenciais, que incluem entregar o PL de São Paulo a Eduardo Bolsonaro, filho do Jair.

E se proibir a fazer alianças com partidos de esquerda, como quer o presidente, que quer distância da esquerda e se atira de corpo e alma no Centrão, já cantado em verso e prosa pelo general Augusto Heleno.

A pulga atrás da orelha de Costa Neto seria por ele já ter dado a mão e o presidente pede os braços, os pés e, depois, quem sabe, quando tiver o corpo todo, perceba que o nome Costa seja bem sugestivo. Punhaladas e políticos sempre fizeram um dueto, que é bom para uma parte e péssima para a outra. Quem conhece bem o ex-deputado diz que ele é extremamente leal. Já Bolsonaro vê diminuir a lista de amigos e apoiadores que o endeusavam; deixou quase todos na mão.

Gazeta Regional

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