Uma mão na frente e outra atrás, mas depois…

Da Redação / Arte: André Jesus

Números trazidos pela Justiça Eleitoral nesta quarta-feira (30) apontaram um aumento de quase 10% de candidatos que declararam não ter nenhum bem, ou seja: são pobres, pobres de marré, desci. Mas, ao longo dos quatro anos alguns eleitos melhoram a situação: terminam os mandatos ricos, ricos de marré, marré, subi.

Isto é fato e motiva muitos a escolherem a política como um meio de ganhar dinheiro fácil, numa ocupação extremamente importante que, diferente de outras, não requer experiência, nenhum grau de estudo, bagagem cultural ou de conhecimento, e rompe as barreiras do preconceito de religião, raça, sexo, deficiência física. Aceita todos.

Visto assim, o cargo político é a mais harmoniosa função que o ser humano tem a seu favor. Porém, os eleitos a transformam num instrumento pessoal, de si, e em desfavor daqueles que o elegeram. É uma verdade incontestável.

Nessa eleição serão 2004 candidatos a prefeito, 3574 candidatos a vice-prefeito e 207.811 candidatos a vereador sem bens declarados. Os que pleiteiam vagas nas Câmaras Municipais estão entres os que mais disseram não ter patrimônio. De cada dez candidatos a vereador em 2020, quatro não informaram nenhum bem à Justiça Eleitoral.

Nas candidaturas às prefeituras, o percentual dos “sem nada” é de 10,4%. Já entre os que se candidataram a vice-prefeito, 18,6% declararam ser pobres.
Os sem patrimônio se preocupam com o povo, ou consigo? A resposta virá no decorrer do quatriênio mandatário.

Gazeta Regional

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