Vereadores sugerem soluções para falta de vagas em cemitérios de Mogi

Grupo apontou alternativas para os futuros sepultamentos, já que cemitérios públicos estão perto da capacidade máxima. Foto: Marcelo Alvarenga/CCMC

 

Ampliar o cemitério de Sabaúna, reativar o do Conjunto Santo Ângelo, em Jundiapeba, e construir um crematório em Mogi das Cruzes são sugestões extraídas de mais uma reunião da Comissão Especial de Vereadores (CEV) dos Cemitérios, realizada na manhã de quinta-feira (16). O grupo parlamentar atua para encontrar alternativas à falta de sepulturas na cidade, onde os cemitérios públicos estão perto da capacidade máxima.

Participaram da reunião o presidente da Comissão, Taubaté Guimarães (PMDB), e Chico Bezerra (PSB), vereador integrante da CEV. Foram convidados Gerson dos Santos, administrador dos cemitérios de Sabaúna e da Saudade, em Brás Cubas, e Osmar Paulino de Lima, administrador do cemitério São Salvador, no Parque Monte Líbano.

“Estamos colhendo elementos para fazermos o relatório da CEV. Vou chamar, para o próximo encontro, o proprietário do cemitério Parque das Oliveiras para saber se ele tem alguma proposta, alguma sugestão para resolver este problema”, disse Taubaté.

O presidente da CEV quis saber sobre as dificuldades em cada um dos locais. Osmar Lima respondeu sobre as condições no São Salvador. “Há muitos túmulos antigos, precisando de reformas e adequações, e famílias com resistência para tomar as providências. Há algumas sepulturas perto de árvores que foram crescendo e as raízes acabaram invadindo e adentraram essas sepulturas. Fazemos ofícios pedindo podas e aos poucos elas vão acontecendo”.

Taubaté quis saber sobre a opinião dos profissionais a respeito de algumas sugestões feitas pelo secretário municipal de Planejamento e Urbanismo, João Francisco Chavedar. “O secretário Chavedar disse que os cemitérios públicos não deveriam mais manter sepulturas privadas e sim fazer covas coletivas no Saudade e rotativas para atendimento de famílias que precisam. O que os senhores pensam disso?”

“Eu concordo”, disse Osmar Paulino de Lima. “Sou favorável que isso aconteça em algum novo cemitério ou no Sabaúna ampliado”, disse Santos.

Questionado sobre as dificuldades no cemitério da Saudade, Gerson Santos disse que o número de sepultamentos é bem maior do que o de covas liberadas. “Hoje nosso maior problema é que enterramos muito mais pessoas do que exumamos. Depois de três anos, a gente retira os corpos das sepulturas provisórias. Mas isso acontece em ritmo bem menor do que o de sepultamentos. É uma situação grave que realmente preocupa”.

 

Crematório

Os administradores acreditam que um crematório na cidade seria bem aceito pela população. “As pessoas perguntam para gente se Mogi tem algum crematório”, disse Lima. Santos tem opinião semelhante.  “Acho que a população aceitaria sim. Muitos fazem traslado para locais distantes e se pudessem ficar com as cinzas, poderiam guardar ou depositar em local especial”.

Chico Bezerra fez uma sugestão. “Quem sabe a gente não consegue instalar até mesmo um crematório dentro do cemitério de Santo Ângelo, que está desativado”.

 

Cemitério de Sabaúna

Gerson dos Santos sugeriu que seja ampliado o cemitério de Sabaúna. “Sabaúna tem área para se fazer gaveteiros e até ampliações. Aliviaria bastante a demanda no cemitério da Saudade”.

Chico Bezerra propôs a reativação do cemitério Santo Ângelo, em Jundiapeba. “Vamos começar a correr, falar com o Governo do Estado, para tentar liberar o cemitério de Santo Ângelo, que hoje está desativado”.

Taubaté enviará ofício ao Palácio dos Bandeirantes para questionar a viabilidade da ideia.

 

Fim das concessões

Chico Bezerra (PSB) defendeu a livre concorrência para funerárias e para velórios. “Acho que deveriam acabar as concessões às funerárias e aos velórios municipais. Deveríamos deixar o mercado livre, para que ganhassem espaço os melhores prestadores de serviços”.

 

Insalubridade

Taubaté Guimarães quer que os funcionários administrativos dos cemitérios também recebam por insalubridade.  “É um absurdo eles não receberem a insalubridade até porque, vez ou outra, também atuam como coveiros”.

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